Eram tímidos os questionamentos ambientais na exploração do córrego do Feijão, que se iniciou pela Ferteco, de propriedade da alemã Thyssen, Hech e Krupp (thyssenkrupp).

O início da exploração da bacia do Paraopeba, onde fica localizada a mina do Córrego do Feijão, cuja barragem de rejeitos tragicamente arrebentou, era sinal de prosperidade para a região. Ministros de Estado e o então governador de Minas Gerais, Aureliano Chaves, estiveram presentes na inauguração das minas.

No ano seguinte de suas operações, a empresa que detinha os direitos de exploração, a Ferteco, já anunciava aumento na produção.

“Visando a atender a demanda crescente de minério de ferro pelo parque siderúrgico nacional, a Ferteco está projetando a ampliação da capacidade de produção da mina de córrego do Feijão para 3 milhões de toneladas anuais.”

Jornal do Brasil, Sexta-feira 30 de setembro de 1977.

Dúvidas ambientais

Artigo publicado no jornal Vale do Paraopeba, em junho de 1976, já criticava a poluição trazida pelas mineradoras. O matutino, editado por Edward de Souza Andrade, fala da transformação do rio Paraopeba por conta da ambição, citando o córrego do Feijão como um dos que poluem a bacia levando argila vermelha da mineração.

“As causas comuns de coloração das águas são os sais de ferro, manganês e produtos industriais. As causas comuns de odor e gosto são os gases, derivados de ferro, manganês, enxofre, amônio, matéria orgânica e putrefação.”

Jornal Vale do Paraopeba, em junho de 1976.

Aquisição

Em abril de 2001, a Companhia Vale do Rio Doce, atualmente apenas Vale, anunciou a compra da Ferteco, da ThyssenKrupp, por US$ 566 milhões. Na época, a Ferteco era a terceira maior produtora de minério de ferro do Brasil.